Dicas e recomendações

Histórias de mulheres marcantes na literatura

Olá pessoal!

Hoje vim trazer para vocês 3 histórias de mulheres marcantes, mulheres fortes, que não se abateram durante sua trama e que pode te inspirar a não se abater diante das adversidades.

1- Personagem Lueji do livro “Lueji- o nascimento de um império”, autor Pepetela

Em “Lueji – o Nascimento de Um Império”, Pepetela constrói uma narrativa original, revelando a história de duas mulheres, Lu e Lueji, personagens separadas uma da outra por 400 anos, mas unidas numa mesma trajetória: o confronto com o mundo e a busca por identidade. É por meio dessa interesecção, que extrapola os próprios limites do tempo na prosa, que o autor tece a História de Angola. E as lacunas deixadas pelo mito, pelo saber colonial e pela tradição oral são preenchidas pela fascinante ficção de Pepetela.

Lueji é a jovem filha do rei de uma tribo angolana, sendo filha mulher e a mais nova, o único destino esperado a ela seria o de uma mulher casada com um dos homens de confiança, que viveria uma vida longa e tranquila, cozinhando e limpando cocô de seus quinze filhos e futuros herdeiros.

Porém o mundo da voltas, o rei acaba sendo assassinado por seus filhos e faz o último pedido em seu leito de morte, que o reinado fosse dado a filha, sendo a única digna de comandar o seu reino. Lueji é então tirada de seu devaneio recatado e do lar e parte para a jornada de estudos e aprendizados para se tornar a primeira rainha da tribo.

O que faz de Lueji uma mulher forte, admirável é a forma como ela vai lidando com os problemas que surgem no reino, a maioria causados pelos próprios irmãos, indignados por perderem a coroa. Ela mostra o exemplo de pulso firme, honestidade e justiça e prova a todos da tribo que uma mulher pode sim fazer muito mais do que gerar herdeiros ao reino, abrindo então caminho a outras mulheres da tribo que se viam acuadas a fazerem o que sonhavam.

Lueji é um exemplo de determinação e coragem e todas as pessoas, incluindo nós mulheres, deveríamos nos inspirar nela.

2- Malvina, do conto “A Pianista” de Machado de Assis

Malvina era uma moça formosa, bela e discreta, porém era pobre e isso não era uma coisa muito bem vista para alta sociedade da época. Ela ensinava piano, sendo esse seu único sustento e o de sua família. Ela conheceu Tibério Valença, homem honrado, podre de rico e que a contratou para dar aulas a sua filha mais nova, Eliza que por sua vez serviu de ponte entre a professora e seu irmão mais velho, Tomás, que se apaixonou perdidamente desde a primeira vez que a viu.

Mas como nem tudo nessa vida são flores, Tibério por medo do que a sociedade pensaria em ver seu filho se casar com uma pobre qualquer, vetou o romance, fazendo com que muitas lágrimas caíssem. Mas Malvina não se deixou abater, mulher guerreira que era, enfrentou o futuro sogro e mesmo sem consentimento, casou-se com Tomás.

O pai vendo tamanho descaso do filho, o tirou toda a herança, Tomás não se importou e foi trabalhar como qualquer ser humano, e assim viveram uma vida plena e feliz. Depois de alguns anos Tibério caiu de cama e muito solitário que era, teve de recorrer ao filho, e se engana quem pensou que Malvina não o aceitaria, mesmo sofrendo humilhações por conta de seu amor pelo filho, não abandonou em nenhum momento seu sogro, cuidou dele como se fosse seu próprio pai, batalhou para que o sogro se curasse e o acolheu na família. O velho pôde então perceber o que perdera todos esses anos e se reconciliou com Malvina antes de partir.

Essa história mostra um belo tapa de luva que Malvina deu em seu sogro, mostrou que o melhor a se fazer nem sempre é pagar com a mesma moeda, com carinho, perseverança e humildade, mostrou ao sogro que realmente amava o filho e que não havia dinheiro algum que compraria seu amor.

A lição que Malvina nos trás é que a maior virtude do ser humano é o perdão, e isso é algo que todos nós devemos aprender a praticar no nosso cotidiano.

3- Daphne Bridgeton do livro “O Duque e eu” da autora Julia Quinn

Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

Daphne é uma menina que definitivamente não sabe ouvir um não, no bom sentindo é claro, determinada e perspicaz, ela consegue penetrar fundo nos sentimentos de Simon, de uma forma tão incisiva que abre as portas de seu coração no murro. Ela não é nada convencional, desde sua montaria no cavalo, nada feminina para a época, até sua confiança em se entregar ao amor de forma aberta e destemida, o que também não é normal para a época. Ela seguiu seu coração e não deixou que o medo de Simon por relacionamentos destruísse todo amor que sentiam um pelo outro. E mesmo com todas as promessas e todos contra, conseguiu seu final feliz por puro mérito e conta própria.

E então amiguinhos, o que aprendemos com Daphne? A não desistir nunca, a saber usar a persuasão, a não se deixar impor por um padrão pré- estabelecido ao qual você não se encaixa, a não desistir de ser feliz, mesmo que o mundo esteja contra.

Bom, meu intuito com este post é mostrar que a literatura tem muito a nos ensinar, desde  a ser forte como Lueji, ser humilde como Malvina e determinada como Daphne, mas acima de tudo ser feliz.

Espero que tenham gostado, não se esqueçam de dar a estrelinha ali embaixo, seguir o blog e as redes sociais e compartilhar com os amigos!

Beijos, Amanda Gerardel.

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3 comentários em “Histórias de mulheres marcantes na literatura”

  1. Infelizmente ainda se avalia o trabalho alheio de forma pessoal do que profissional. Valoriza pelo que é, e não pelo que faz.

    Seja na ficção ou não, é incrível testemunhar as mulheres que venceram os desafios. Todos temos a ganhar com isso.

    Gostei mais do segundo exemplo mostrado no post, em que o sogro reconheceu ter uma excelente nora e permaneceu aos cuidados dela até o fim.

    Curtido por 1 pessoa

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